Guia da 1ª fase
O exame que aprova por nota, não por vaga
Quase tudo o que se escreve sobre concurso público não vale para o Exame de Ordem. Aqui não há vagas, não há classificação e não há nota de corte a descobrir — a régua é 40 de 80, e ela é a mesma para todo mundo, em toda edição.
A estrutura da prova
80 questões
Objetivas, quatro alternativas, uma correta. Prova única em todo o país.
40 para passar
Metade da prova. Nota mínima fixa, sem relação com o desempenho dos demais.
Tipos de caderno
As mesmas questões em ordens diferentes. O tipo vem impresso na capa.
A conta que quase ninguém faz
Corte fixo tem uma consequência que corte por classificação não tem: a nota de todo mundo pode subir depois da prova. Quando a banca anula uma questão, ela credita o ponto a todos os candidatos. Quem fez 38 e vê duas questões caírem passa a ter 40.
Mas há uma armadilha na leitura disso: anulação só muda a nota de quem errou aquela questão. Se você acertou, já tinha o ponto — anular não te dá nada. Por isso a pergunta útil não é “quantas questões vão cair”, e sim “quantas das que eu errei têm chance de cair”.
É exatamente essa conta que o OABRank faz cruzando as respostas de quem prestou a prova: as questões em que a maioria dos candidatos diverge do gabarito são as que costumam concentrar recurso — e mostramos quais delas estão entre os seus erros.
Exemplo
Nota 38, faltam 2 pontos. A comunidade contesta 5 questões, mas você acertou 3 delas. Sobram 2 candidatas que realmente te resgatariam — e é isso, não o total de 5, que define se vale protocolar recurso.
Estudar para uma régua fixa
Como não há disputa por vaga, a estratégia muda: não é preciso ser melhor que ninguém, é preciso garantir metade da prova. Isso favorece amplitude sobre profundidade.
Nenhuma disciplina vale mais que outra
Cada questão vale um ponto. Dominar profundamente uma disciplina rende menos que ter segurança razoável em várias — e o edital cobre muitas.
Ética costuma ser o melhor investimento por hora
É a disciplina com maior peso relativo em número de questões e a de conteúdo mais fechado e previsível, com base no Estatuto e no Código de Ética.
Resolver prova antiga vale mais que ler resumo
A banca repete estruturas de enunciado e recortes de tema. Prova anterior é o material mais próximo da prova real que existe.
Saber chutar é parte da técnica
Não há desconto por erro. Deixar em branco é abrir mão de 25% de chance — em uma prova decidida no fio, isso é ponto perdido de graça.
Dúvidas frequentes
Quantos acertos preciso para passar na 1ª fase?
São 40 acertos de 80 questões — exatamente 50%. É nota mínima fixa, não nota de corte: não existe classificação nem concorrência por vagas. Quem atinge 40 passa, independentemente de como os outros candidatos foram.
Questão anulada conta como acerto?
Sim. Quando a banca anula uma questão, ela é creditada a todos os candidatos. Por isso quem ficou a um ou dois pontos da aprovação não está eliminado enquanto o gabarito não for definitivo: cada anulação move a nota de todo mundo para cima.
Qual a diferença entre gabarito preliminar e definitivo?
O preliminar sai logo após a prova e ainda está sujeito a recursos. O definitivo sai depois da análise dos recursos e é o que vale — nele aparecem as anulações e eventuais trocas de alternativa. Se você corrigiu pelo preliminar, vale reconferir a nota quando o definitivo for publicado.
Vale a pena entrar com recurso?
Depende de dois fatores: a distância entre a sua nota e a nota mínima, e se as questões contestáveis estão entre as que você errou. Anulação não muda a nota de quem acertou a questão. Quem está a um ou dois pontos e errou questões com fundamento de recurso tem o melhor custo-benefício.
Existe ordem de correção entre 1ª e 2ª fase?
A 2ª fase só é corrigida para quem foi aprovado na 1ª. São etapas eliminatórias e sequenciais, com inscrição na área de escolha feita antes da prova objetiva.
Já fez a prova?
Corrija gratuitamente e veja onde você está em relação aos 40 pontos.
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